quarta-feira, 11 de março de 2009

Ser portista é...ter na alma

Postos perante a mesma dificuldade ou situação difícil, um benfiquista e um portista abordarão o problema de modo diferente na tentativa de o superar. Antes de mais, há uma grande probabilidade do benfiquista nem sequer reconhecer o obstáculo que tem diante de si como tal ou então subavaliá-lo estranhando depois o resultado final do seu “não esforço”, o insucesso. À partida, nada faria prever tanta dificuldade: eu sou do Benfica, logo deveria ter sucesso. O portista, pelo contrário, sobreavalia sempre, encontrando dificuldades onde elas nem sempre existem caíndo no “sobre-esforço”: eu obtive o sucesso mas, tive que lutar e dar tudo para isso.
Vive o benfiquista mais feliz no seu dia-a-dia, despreocupado, pois sabe que a natureza fará em circunstâncias normais o seu papel de tender a vitória para o glorioso, é a ordem natural das coisas pois claro. Quando perde, acha anormal, ou o treinador ou os jogadores não estiveram à altura da camisola, mas não se põe em causa pois o Benfica ganhará inevitavelmente, seja amanhã ou daqui a 50 anos. Sob o manto da grandeza de um clube que é o maior do mundo e que prevalecerá , esta cultura é alicerçada numa história gloriosa passada de geração em geração que faz vibrar o terceiro anel em dia de enchente e que o fará para todo o sempre.
O portista vive ansioso, com uma sensação de insatisfação motivada pelo que ainda falta fazer para estar pronto para a próxima jornada, para o próximo teste, pelo que não foi feito de modo perfeito no último sucesso, leia-se no último quase insucesso. Está melhor preparado para os novos desafios mas o complexo de inferioridade de não ser um clube de expressão mundial, leia-se o grande de Lisboa, tornou-se numa obsessão pelo trabalho que o leva a pensar que com trabalho se resolve tudo e que o trabalho passado não tem consequências no presente. O prazer das vitórias é pouco duradouro, não sobrevive um portista com os êxitos do dia anterior, quanto mais à sombra dos de há 4 ou 20 anos. Identifica os adversários como inimigos e une-se para a guerra sem fim. O orgulho dos sucessos dá lugar a indignação quando algo corre mal: não se trabalhou o suficiente pois claro!
O Porto tem mais sucesso que o Benfica, trabalha mais. É tão simples quanto isso.Parece-me que o País é benfiquista, mas que há por aí muitos portistas que o são sem o saberem.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

hum...

huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmm...